In to the galaxy

Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
An apparition
Of twilight visions
A final mission
Of superstition
Reactivated
Now automated
Appropriated
Investigated
Global tectonics
Psycho robotic
Plasma bionic
Bred supersonic
A new translation
For integration
Your invitation
G-L-O-R-I-A
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Hyper creation
Or reinvention
Love and affection
Gaining attention
United Nations
Interrelations
A declaration
Of hypertension
Emerging summits
Pre-emptive plummet
We drop atomic
To shooting comets
The controversial
Ultra commercial
Now universal
G-L-O-R-I-A
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Letra e música de Midnight Juggernauts

Paz

Agora que se fazem as limpezas de Outono em casa e que a rotina estudantil dos meus pequenos entrou em velocidade de cruzeiro, é chegada a altura em que sabe bem reatar as azafamas e atividades salutares do pós-férias.

Este ano quero que algumas das boas vibrações do Verão perdurem para lá do Outono e que se estendam num novo ritmo: queria-me libertar do excesso de stress que nesta época tende-me a cobrir de preocupações. Habitualmente no fim de Setembro sou já um caffeine junkie, consumido nas horas e nos atrasos, etc… Para não naufragar neste esquema de deixar a vida fugir entre os dedos das mãos, nervoso e tenso com a correria que é a azafama diária vou tentar implementar algumas regrar às minhas células cinzentas no sentido de o que me rodeia, sem deixar que a minha mente fique presa no momento que vem a seguir.

Para conseguir este milagre, vou seguir o que a experiência (para não lhe chamar a idade) me tem ensinado ao longo dos anos que calcorreio esta Terra. Em primeiro lugar não acreditar que num momento para o outro a minha lucidez e força de vontade sobre-humana me vão tornar instantaneamente num guru imune as vicissitudes da vivência neste mundo – é antes um processo gradual em que cada dia se sobe mais um degrau. Em segundo lugar, vou evitar os acontecimentos e influências que despertam em mim o nervosismo, a inquietação e o desconforto emocional. Coisas simples como evitar noticiários de desgraças ou polémicas infrutíferas nas redes sociais, conflitos de pensamentos infrutíferos sobre visões políticas ou futeboleiras, ou ainda não ouvir músicas ou ver filmes de carácter violento. No fundo, fugir dos pequenos conflitos que assolam o nosso quotidiano e buscar um pouco mais de paz. E em terceiro e último lugar seguir o conselho de uma alma amiga e iluminada – naqueles momentos menos felizes em que o nosso lobo mau interior ameaça se soltar da sua jaula, fechar os olhos respirar fundo e imaginar aquele momento especial de relaxamento e de profunda felicidade que nos inundou a alma. Basta recordar esse sentimento por alguns segundos e os nossos demónios se desvanecem e a nossa pulsação se regra novamente.

Este ano vou trazer os bons vibes do Verão até quando o frio começar a apertar. E talvez escrever um pouco mais aqui também me ajude nesses exorcismos. A ver vamos…

Desabafo ao aproximar do estio

Nesta época em que se aproxima o estio, o cansaço aperta de mãos dadas com o calor. Recordo-me que há uns bons anos atrás quando trabalhei temporariamente na grande cidade, e que comecei a escrevinhar aqui, de sentir o calor esmagador de um Agosto interminável. Ainda não é Agosto, mas sinto essa mesma sensação de desnorte. Quando inevitavelmente terminou esse Agosto seguiu-se pouco depois um acontecimento que marca o fim uma época da humanidade: tal como a queda de Bizâncio – o ataque à torres gémeas.
Aquela derrocada ainda hoje se faz sentir no meu ponto de vista ergue-se cada vez mais uma nova era, que está repleta de maus agoiros. O cheiro a guerras, fomes, pestes e mortes abunda cada vez mais nestes tempos tristes. O populismo das políticas mais xenófobas, do crescente ódio aos estrangeiros e emigrantes, do capitalismo cada vez mais desregulado que abundam na Europa e no resto do mundo, que se parecem cada vez mais com as lições esquecidas da História dos anos trinta do século passado.
Aqui neste jardim à beira-mar plantado vivem-se tempos de pós crise económica, mas vivemos ensombrados com os bombardeamentos de notícias sensacionalistas do exterior e de não-noticias do que se vive neste pacato país. Caem ficticiamente aviões Canadair e fazem-se contabilidades mórbidas de incêndios catastróficos onde se debate se morreram 67 ou 68.
Talvez se tenha perdido o foco do que realmente interessa: não presenciamos o presente nem tentamos melhorar o futuro. Vivemos um presente medroso cheio de factos alternativos que nos chega a casa pelos média e pela internet sem filtros. Temos medos e ódios incutidos pelos debates de 5 minutos e por ideais feitos por chavões desprovidos de conteúdo. Sejamos grandes novamente, dizem. Sejamos algo integro, digo.

Winning

What holds your hope together,
Make sure it’s strong enough
When you reach the end of your tether
It’s because it wasn’t strong enough,
I was going to drown,
Then I started swimming
I was going down,
Then I started winning
Winning – winning

When you’re on the bottom
Crawl back to the top
Something pulls you up,
and a voice you can’t stop,
I was going to drown,
Then I started swimming,
I was going down
Then I started winning
Winning – winning

The Sound

Requiem pela democracia

Necessitei de um período de nojo, ou melhor de luto para processar a grande derrocada da democracia mundial. O suposto bastião da democracia ocidental elegeu para chefe supremo, o magnata Donald Thrump, e isso deixou-me incapaz de tecer durante algum tempo qualquer resquício do opinião serena sobre o mundo. Pareceu-me que a democracia estaria para todo o sempre condenada a ser alvo de manipulações populistas, em que a vontade do Povo e conduzida para um voto enganador de promessas incoerentes.

Agora que passaram mais de três meses sobre esse facto e também se oficializou a saída do Reino Unido da União Europeia, já digeri que vivemos uma época de alterações na política internação que revelam um futuro menos risonho, sem que no entanto tenhamos chegado ao Apocalipse. De facto o populismo com o auxilio do medo do terrorismo têm tomado conta do mundo. É fácil para pequenas figuras sem ideais profundos se revestirem de uma aura de autoridade e segurança falsos que motivem os eleitores menos avisados a votarem neles. Putin, Erdogan, Maduro e Donald Trump são figuras autoritárias que se alimentam de um resquício de nacionalismo misturados o falso sentimento dos perigos externos que ameaçam a segurança interna por via do terrorismo, e dos emigrantes como ameaça à economia pelo aumento do desemprego e das potências estrangeiras maléficas.

E no paradigma do inimigo que vem de fora, que nos invade, que é fácil influenciar o eleitorado descontente, que procura respostas fáceis mas muitas vezes ineficazes como o levantamento de muros ou a proibição de entrada de cidadãos estrangeiros. A verdade é que o populismo se alimenta da ignorância e de informação enviesada, para fundamentar as suas propostas e se impor no mundo ocidental – no fundo não de forma muito diferente que os Kim têm feito na Coreia do Norte durante 60 anos ou a China de partido único. As verdades alternativas, a negação da informação dos media, a manipulação da informação são sinais do tempo em que o verdadeiro poder é a desinformação. Por isso é que o ex-KGB perito nessa ciência de contra-informação bélica e ciber-terrorismo mantém o poder com braço de ferro e extrema popularidade na Rússia. E é assim também que a presidência dos EUA cumpre o inicio do seu mandato, fazendo todos os esforços possíveis para manipular a informação. Um admirável mundo novo

Porém acredito que manipular a informação não chega. Se as medidas políticas dão maus resultados económicos e sociais de nada serve contra-informar os cidadãos, quando se sente na pele a ineficácia, como no caso do Chavismo e de como o Maduro tem destruído a Venezuela. Talvez o mundo acorde quando o Brexit destruir empregos e o Trump faça dos Estados Unidos passe a ser a segunda maior potência economica…

Choose life…again

Choose life
Choose Facebook, Twitter, Instagram and hope that someone, somewhere cares
Choose looking up old flames, wishing you’d done it all differently
And choose watching history repeat itself
Choose your future
Choose reality TV, slut shaming, revenge porn
Choose a zero hour contract, a two hour journey to work
And choose the same for your kids, only worse, and smother the pain with an unknown dose of an unknown drug made in somebody’s kitchen
And then… take a deep breath
You’re an addict, so be addicted
Just be addicted to something else
Choose the ones you love
Choose your future
Choose life”

Chomsky previa a ascenção do fascismo nos EUA

“The United States is extremely lucky that no honest, charismatic figure has arisen. Every charismatic figure is such an obvious crook that he destroys himself, like McCarthy or Nixon or the evangelist preachers. If somebody comes along who is charismatic and honest this country is in real trouble because of the frustration, disillusionment, the justified anger and the absence of any coherent response. What are people supposed to think if someone says ‘I have got an answer, we have an enemy’? There it was the Jews. Here it will be the illegal immigrants and the blacks. We will be told that white males are a persecuted minority. We will be told we have to defend ourselves and the honor of the nation. Military force will be exalted. People will be beaten up. This could become an overwhelming force. And if it happens it will be more dangerous than Germany. The United States is the world power. Germany was powerful but had more powerful antagonists. I don’t think all this is very far away. If the polls are accurate it is not the Republicans but the right-wing Republicans, the crazed Republicans, who will sweep the next election.”

Chomsky prevendo em 2010 as eleições de 2016