Os últimos quinze dias de…

Os últimos quinze dias de…

Frio? Não, eu uso uma termo tebe e o meu pai também– (segunda parte)

Para ser franco não me apercebi do correr dos dias. Uma nova realidade, novas funções e dezenas de pessoas para conhecer.
Como fiel amigo o sobretudo, novos horários madrugadores, que só se podem conseguir com coragem e determinação e também com a ajuda de uma Termo Tebe.

Como não podia deixar de ser vieram os jantares de Natal com os compinchas de velhas datas e meio atordoado nem me dei conta pelo aproximar da Natividade, se descuidei-me com as compras.

Sexta lá teve que ser com um velho trio: Inspector P e Q num serão de muitos risos e alegria e uns panachés no sabor dos velhos tempos. É bom recordar e continuar velhas mas duradouras amizades.

Compras à pressa. Prendas para a família e para a criançada sempre com mais simbolismo do que valor e cá vai mais um jantar com a velha guarda. Esta quadra já me deixou a ter que apertar o cinto de forma mais masoquista. Que inferno! E vai que M. decidiu demonstrar como se deita abaixo uma meia garrafa de Absolut e se abre um de Eristoff só com o auxilio de uma garrafa de litro e meio de Cola perante o olhar atento mas atónito de uma plateia que se dedicava aquelas delicias que nos eram privadas à uns tempos. A PX1 foi por mim dominada com a técnica do X e Circulo tornando-me quase imbatível perante todos os adversários… Roam-se de inveja!

Os últimos quinze dias de…

The show must go on– (primeira parte)

Na tentativa de colocar em dia o meu diário meliante vou fazer um pequeno apanhado do que fiz nas últimas semanas.

The show must go on foi o ponto-chave dessa primeira semana que antecedeu a labuta. Sempre às voltas com pequenas burocracias sem poder aproveitar muito eis que surgiu a oportunidade de não deixar passar o PONTI em branco, indo ao S.João com I. Jo. e N. para ver uma peça de Jérôme Bel denominada The show must go on. A peça era estranha mas interessante, talvez pelo facto de não ter um guião dito normal e mais parecer um exercício em que uma música dava o mote para os 22 actores reagirem levando à letra a letra da música.
Depois fomos encher a pança ao Maiden e I. pediu um crepe de bacalhau sem bacalhau que estava divinal.

Nessa sexta mais uma peça no Sá da Bandeira. Qual o meu espanto que quando chego há uns homens suspeitos porta em reboliço entrando e saindo. Afinal a peça havia sido adiada sem aviso e já estavam a passar As escravas do Sexo III.
Enfim o Porto 2001 ao seu melhor…
Plano B foi uma ceia com uma pasta divina.

Sábado foi dia de operação Vigo 2001 – o Reencontro Final com um elenco de respeito, mas sem a presença do Dr. P. que teve que recusar um dos papeis principais, pois estava já a rodar o jantar com as assistentes – parte II.

Eu, A. M. e J. que tomou as rédeas da nossa expedição. E como em Roma sê romano fomos ao Corte ver las beldades da perfumaria e comemos una mixta de faca e garfo como il faut. Mas como a tradição já não é o que era lá fomos jantar ao chinês e para cumulo venha daí um remate de Íris coffe. Mas a tradição cumpriu-se com a abertura das hostilidades com as tequilhas em ferro, e desta vez sem J. ter sido assediada pelo barmen. Apesar do frio a noite rapidamente esteve ao rubro e … (cenas censuradas ) … , e logo M. conseguiu arrancar um chocolatito amargo do tecto para levar um repreendida do barman e apesar das suas insistências para que a sua medalha de chocolate lhe fosse devolvida pela guapa de grande pujança pulmonar só obteve um lacónico “cojones” como resposta! … (cenas censuradas ) … e chegamos ao hotel de categoria não sem antes M. não ter arriscado que lhe dava um pontapé no pé.

De volta cedo o dia revelou-se uma interessante demonstração de que o sistema democrático ainda pode funcionar numa das eleições mais emocionantes desde o fim dos setenta, de que me lembro que estive em vários fervorosos comícios na baixa. Isso deixou-me feliz.

E eis que nessa segunda-feira retorno à velha economia.

Feliz aniversário M. !!!

Apesar de estar com vários dias …erh … blogs de atraso que vou recuperar em breve, não podia deixar passar esta efeméride de natal que também é aniversário de M.

E lembra-te:

Life’s a bitch and then you die

não é verdade!

Será do Guaraná?!!??

Será do Guaraná?!!??

O Amor é…
Paixão pulsante…
É lixado. É fodido…
Quer sair-te pelos poros…
Quer sorver perfumes, sabores, emoções…
Assim é um amor…
Nem sempre sereno ou plácido.
Tristão e Isolda, a anos luz.
Frenético.
Alucinante.

E ao mesmo tempo…
Uma sensação de Paz e conforto.
E de Lar, mesmo que longe.
E de entrega mesmo que recebendo.
E de receber mesmo que entregando.

Ando perdido.
Entre caminhos poeirentos.

Lareiras tão quentes.
Café, por vezes amargo.
Outras doce.
Mas sempre bom.

Venha a Paz do Natal.
Festa Pagã, antes de cristã.
Festa na mesma!

E o renovar e renascer do Ano Novo.

Amigos

Amigos

Amigos, Camaradas.

Irmãos de Jornada.

Um sorriso, mesmo que fatigado.

Uma palavra amiga.

Jogar cartas em dia gelado!
Ou dar o peito à maresia!

Duas faces.
A mesma face.
Uma só moeda.
Um só abraço.

Gargalhada estridente.
Piada rasgando o céu!

Muitas opiniões.
Muitas vozes.
Muitas vontades.

Uma só partilha.

Homem que é homem só Ama e deseja mulheres e mulheres, Dulcineias, Afrodites. Venus! Isolda que seja, ou dedicada Julieta…. Morenas. Loiras… Loiras…. LOIRAS!!!!!

Mas só homem que é homem conhece e dá o valor à Camaradagem.

Mulheres, roam-se de inveja, como de hábito! Sentimento que não existe em dicionário de macho, só de femea…..

Loiras

Loiras

Os fins-de-semana têm se revelado muito agitados. É um bom sinal presumo.
Assim no sábado como o maninho se passeava num Range Rover e ia ao casamento, P. e A. Convenceram-me a gastar algum dinheiro em cartas para depois estarmos em gáudio na jogatina.

Mas o melhor estava por vir quando N. requisitou-me para um jantar pantagruélico que perdurou por três horas a por a conversa em dia. Não tardou com o meu mano aparecesse e a cavaqueira aumentou de tom e bastate alegria regado por um vinho alentejano escolhido a dedo que mais parecia um néctar dos deuses.

Depois veio a noite e a noitada que seria de esperar com o estômago cheio e boa disposição. Desta vez o mano foi dormir e vieram as J. para uma conversa animada, interessante e acima de tudo inteligente, no ?Meu Mercedes é maior que o teu?, esse ex libris que eu o N. partilhamos desde a adolescência com o maior rigor, se bem que com alguns períodos de falta. J2. é loira e provou-me mais uma vez que esse mito urbano de que as loiras não são muito espertas não é assim tão linear: afinal pode se ser bafejado pela a aparência física e por bastante massa cinzenta. Para ser franco, das fêmeas humanas que conheço as três mais intelegentes que conheci eram louras… Será um erro da amostra ou uma impossibilidade estatística?

Bom e depois foi o descalabro com a ida ao ?talho?, como é dá praxe as tantas da madrugada de domingo na companhia de duas beldades que cumprimentam o porteiro com dois beijinhos e depois não se cansam de lhe lançar impropérios nas costas. No ?talho? realmente a alcunha que lhe coloquei não lhe fazia juz nesse dia. Parecia um mega- talho de colocar em bico os olhos de qualquer um apesar da companhia. E foi bom… e fiquemos por aqui.

Vem aí o solstício de

Vem aí o solstício de Inverno

Ando com alguma preguiça em escrever. Creio que esta altura do ano, quando se aproxima o solstício de Inverno me torna sempre mais mole e apático.

Estou a ler compulsivamente outra vez. Faz anos que me tinha afastado da literatura, para grande desgosto meu, mas eis que descobri as saborosas obras de Paulo Coelho, que com uma linguagem simples, nós dá uma realidade cheia de mensagens para a alma e delicia a mente. Depois do “O alquimista” li o “Díario de um Mago” de forma frenética, e quero mais.

Enquanto isso, o Outono apesar de frio revela-se agora solarengo, chegando a ser enternecedor. Estou contemplativo, sereno, mas não melancólico, embora saiba que o vulcão de energia e Amor-que-Consome esteja prestes a explodir, com furor, sagacidade e coragem.

O meu mano chega amanhã com a sua companheira para umas pequenas férias, qual imigrante. Vai ficar em minha casa apesar do gelo que deve estar por lá. É intraduzivel em palavras a força que uma amizade tão profunda e duradoura que mantemos. Sou um felizardo pois sei que os laços de fraternidade que construí não são raros, nem se esbatem com o tempo ou a distância. E como me escreveu este adorável meliante:

“Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrera de solidão; poderá morrer de saudades mas nunca estará só.”

Seremos todos psicóticos? Existirá um

Seremos todos psicóticos?
Existirá um lado negro em todos nós?
Se sim…
Existirá também e em simultaneo um lado de luz.
Se sim…
Existirá sempre um lado não psicótico…
Se sim…
Sim.
Sim teremos a opção.
E optaremos entre um e outro.
E teremos as consequências de tal opção.
E outras tantas opções.
Um abraço a todos os que se sentem psicóticos, como eu….
Pois também não o são.
Pois também não o sou.
Não.
Sim.

hunger

hunger

Há dias que acordamos mais violentos.
Não sei porque mas esta música horrível transfere bem a ideia abstracta da minha má disposição, digna de uma segunda de manhã.

Hoje deve ser um dia de muitas mudanças para aqueles que eu quero bem. Espero que corra tudo pelo melhor .

cultura e não só

cultura e não só

Nem sempre a alma necessita passar fome. Mesmo numa cidade algo provinciana é possível ter acesso a pequenos mas ricos momentos que alimentam o gosto pela arte e em particular pela música. Tudo começou com uma noite na companhia de J. no Aniki-Bóbó, antro reconhecido de intelectuais, intelectualoides, maganos e maganas, espanhóis e noruegueses em demanda pelo Graal do Porto 2001, capital dos buracos, estudantes de belas artes e presidentes da câmara, fotógrafos e totós.

Não pertencendo a nenhum dos grupos citados, mas sim ao dos que apenas queres dar ao ouvido sem restrições e deambular por aí, assisto ao lançamento da editora do M. Sá e eis que tenho que lerpar com o projecto do M. Carvalhais e Pedro Tudela, (mais outro sujeito que não me recordo agora o nome) que foi interessante mas rebuscado. Salvou-se com os efeitos visuais e com o slideshow que suponho que era de Geir Jenssen que nasceu e vive em Tromso, uma cidade norueguesa situada 70 graus a norte do círculo polar árctico.

Sábado na Serralves este senhor gélido apresentou um concerto bastante bom # Biosphere # – “Sons encontrados, loops rítmicos estáticos e pulsares, “noise”, ruídos surdos e outros fragmentos sonoros são processados, fundidos e digeridos resultando em devaneios atmosféricos, reflexões solitárias e fortemente evocativas. O sussurrar da Terra.” era o que nos era prometido. Um iBook, uma cadeira e uma mesinha espartana eram todo o equipamento de Geir, que mais parecia estar a jogar Tetris.

O “Máquina de Emaranhar Paisagens” foi soberbo não em termos de espectáculo mas em termos de som, que me levou a navegar na mente por paisagens verdadeiramente únicas. Mas claro não deixou de ser algo polémico: “isto da música electrónica vai ter o mesmo seguimento que a pintura. Tinham decretado a morte da pintura mas está-se a voltar a pintar de pincel em Nova Iorque. Vai acontecer o mesmo com a música moderna e vai voltar tudo a pegar em violas, caixas de som e bandas…”. E com oferta de um soberbo copo de Porto que gostava de conhecer a colheita.

Bom e como já chegava de cultura, o resto da noite foi um descalabro completo na companhia de P., que já nos tem habituado a long nigths – fast girls algures nessas capelinhas da moda. E vivam as vacas loucas!