Um dia duro colmatado por uma obra-prima. David Lynch está de volta com o seu universo deviant, que desta vez excede todas as suas fantasias.
Mulholland Drive é um filme que nos enche e esvasia, mas que é proibido aos comedores de pipocas que nunca o poderão descortinar, nem na mestria estética nem no virtuosismo do enredo lincheniano intrincado. É estão lá quase todas as referências, quer nas personagens extremas que suplantam o aparente para se matamorfarem na loucura, quer pela banda sonora arripilante e envolvente.
Sem um único pormenor descuidado, desde o anão até à forma como Betty se torna lésbica, às luzes de LA, à brutalidade e aos pequenos ponto quase incompreensiveis que se tocam em vários pontos.
Um cubo azul e como Camilla de frágil se torna uma mulher totalmente fatal.
Amem-no ou odeiem-no. Não me interessa.
É essencial.
E totalmente psicótico!
Olá pequenada?!!
Se a única constante da vida é a mudança, porque não viver de acordo com a vida?
Talvez a custos elevados e ás nossas próprias expensas, tenhamos todos aprendido, mais tarde ou mais cedo que apenas se pode viver de um modo:
EM PLENO!
Uma meia foda, não é uma foda!
Ou a coisa tá dura, firme e hirta e penetra uns bons 25 minutos ou não é nada!
CERTO?!??
Por isso cada qual á sua maneira procura Nirvana.
Ou o que lhe queiram chamar!
Não penso que seja uma coisa de tomates.
Não é necessário coragem para viver.
Vive-se!
E convém que se viva mesmo, remeto para alguns dos ultimos blogs….
Há viver e há respirar e comer e cagar, isso não é viver, nunca foi, nunca será, por muito que nos tentem convencer que assim o é!
INDEPENDÊNCIA OU MORTE!
De um grupo restrito de Ãntimos, a um grupo alargado de gente conhecida, é impressionante a quantidade de gente que se a andar do emprego, ou esta a ponderar o assunto com muita insistência. Parece que a decadente frase: despeça-se já tem agora um novo sentido. A minha geração está cansada de promessas que nÃo se concretizaram, e pelo que parece nÃo tem medo de mandar tudo para a ”pindábia” e para os cardos. Não há que ter medo de procurar algo melhor e não ficar preso como um molusco a um emprego irracional ou insuportável. Vejam M. Mana, Mano (bom neste caso é um exemplo infeliz, pois é um caso mais crônico), I., J., N., R. Jo., Di., B., P, e mais uma data de malta.
Talvez os sonhos não tenham sido concretizados, talvez as mentiras tenham sido muitas, talvez as ilusões tenham caÃdo por terra. Mas há um espirito combativo nesta gente. Não são perdedores, nem são escravos das suas ambições, ou forçados do gulag. Apenas não querem mergulhar num pesadelo kafkiano de terem de passar o resto das suas miseráveis vidas enterrados numa secretária bafienta ou algo parecido. Nada de caixões.
Eu próprio não me cansei de mandar tudo para os cardos. Nunca se sabe o que nos espera no futuro, e ninguém me vai dizer que será impossÃvel eu estar no Nepal ou nas ilhas Fidji daqui a 5 anos.
Afinal é só uma questão de tomates. E há quem os tenha, e quem os queira ter…
”Eu não presto…”
Na verdade a fúria carnavalesca teve que ser transportada para uma fiesta . Para ser franco estava mais numa de ver as vistas num sábado calmo, mas o bichinho ferrou e J. e A . fomos buscar o Dr. P. a cascos de rolha perfeitamente perdidos num Portugal profundo a escassos 20 km de Braga com total ausência de placas, nem sequer para dizer qual o lugarejo em que estávamos.
No meio de um carrossel de curvas contra curvas, eis que demos de caras com a fabrica de móveis ”Arca da Aliança”. Antes de darmos com o malfadado consultório do Dr. P. ª disse que “eu não presto” devido à quantidade de blasfémias que tanto nos fizeram rir, como a “Pedreira os 10 Mandamentos”, “Joelharia Relicário”, “Capintaria Cruz do Calvário”, ou “Serralharia Portões do ParaÃso”.
Depois foi uma folia (des)contida numa festa animada. Em e Dr.P aguentamos até mas tarde, mas foi uma pesada factura nas velhas carcaças… se bem que valeu bem a pena com las rubias. «Quires folar?» «presupuesto»…
Olá!
Cá estou eu a dar um ar da minha (des)graça!
A única constante da vida é a mudança….
Nada mais verdadeiro, nada menos real….
Pois embora a monotonia nos esmague e nos mate pouco a pouco, a verdade é que a tudo nos podemos habituar e a tudo nos podemos conformar….
Felizmente há quem tenha o único hábito de viver.
Plenamente e com sentido!
Na mudança, um das expressões da Liberdade.
É bom cortar hábitos.
Faz me sentir vivos e começo a ficar adepto do que uma vez li sobre o que um filosofo francês escreveu.
“o meu único hábito, é o hábito de quebrar hábitos”.
Estranho no fundo mas que na realidade quotidiana não o é … somos escravos da rotina e morremos todos os dias repetindo como autónomos algo que programamos para a nossa própria vida.
Quebrar a rotina é preciso. Morrer não é preciso …