Podemos muitas vezes esquecer-nos de como a vida é um conjunto emaranhado de momentos. Momentos sem consonância se os enquadrarmos isoladamente, se os remexermos apenas cronologicamente na nossa memória.
Por vezes dou-me conta de que situações aparentemente despropositadas acabam por se tornar peças de um grande puzzle, que isoladamente nada representam a não ser um quebra-cabeças. Mas se tivermos a boa-ventura de sobreviver muitos obstáculos afinal estamos apenas perante mais uma peça da engrenagem que vai funcionar perfeitamente no fim.
Tenho vivido muito quebra-cabeças cujas soluções só se encontram quando chegou a vez de serem solucionadas, e é importante relembrar-me que o puzzle que é a vida é um conjunto de peças que se têm que juntar. Mais tarde ou mais cedo.
Era tempo de sentir
Esse rescaldo de paixão
Num amor audaz e pleno
Cabal de fé e certeza
Fico sereno a sorrir
Abre-se o céu e o sentimento
Não chora mais o meu coração
Limpo-me do veneno
Passado de uma alma mártir
Bruscamente feliz
Sinto esse afecto
Dentro da contemplação
Esse Amor eterno.
Deixam-se as flores
As pétalas caem
E pergunto:
Feliz és minha?
A Primavera ainda não começou oficialmente, mas eu já sinto o ar leve que o corpo se revela, ávido de aventuras e de calor renovado nos horizontes sem limites das possibilidades.
Algures antes do tempo, tudo parece que se renova para um novo ciclo de fecundidade e momentos de excitação.
Quem se questiona, quem tem a capacidade de imiscuir-se no seu próprio mundo interno dos porquês existenciais tem tendência para se perder num labirinto metafísico que escapa a capacidade da mente humana.
Nunca se encontraram certezas ou axiomas acerca do que nos define ou qual o nosso trajecto na vida.Buscando as razões, ou se preferirem o sentido da vida, esquecemo-nos das sua essência.
Porém há algo que devemos entender, ou pelo menos tentar entender:não estamos aqui por mero acaso. Isso seria muito redutor…