Junho 2010

A história repete-se novamente. A lei do eterno retorno é inexorável. Sempre o foi. O meu computador ficará sempre avariado na pior altura. O IVA subirá sempre no auge da crise. Portugal perderá sempre com a Espanha quando é um jogo decisivo de futebol.

É matemático.

Acabei de ler 2666 de Roberto Bolaño. Fiquei esmagado com a prosa póstuma deste escritor, que deixou esta obra-prima inacabada, porém limpa e brilhante.

Há muito que não lia um livro tão irreverente e pojante de conteúdo, levando a literatura moderna a novos limiares. Não conseguia parar de ler este livro que consegue aliar a beleza à claustrofobia de uma cena de terror em inúmeros capítulos, sem inibições e descarregando uma corrente inesgotável de personagens únicas e inesquecíveis. Bolaño tornou-se imortal neste livro com um nome tão estranho quanto inexplicável para quem não leu mais nada deste escritor.