A D. está livre

O paquiderme e a menina dos meus olhos

Após um dia de monitorização, com o insuflar regular a cada quinze minutos de uma manga azul no meu braço esquerdo, estou com a boa disposição e calma de um paquiderme ferido e com o discernimento e capacidade de raciocínio de uma lêndea.
Acredito que a privação do sono é uma das mais poderosas formas de pressão e tortura, capaz de eliminar qualquer vontade e auto-estima.

Felizmente nem tudo são más disposições ou carência de moral. Recebi a excelente notícia, que a menina dos meus olhos, a D. tem a possibilidade de ressurgir do limbo, sair do coma da inexistência a que tinha sido condenada. Como lhe dediquei tanto tempo, tanto empenho com algum desinteresse, espero que ela ressurja, plena dos princípios que teve antes de ser corrompida por um cancro nefasto. A sua libertação só pode ser possível às custas do muito desejado enterro final do Passado já há muito agonizante.

O Rei está morto! Viva o Rei!

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