A vida com pavio curto

Apesar de todas as mudanças e metamorfoses que me tenho obrigado, algo não consigo alterar: a minha incapacidade de descanso propriamente dito. Ultimamente só paro quando os meus ossos já não se movem nas articulações ferrugenta e os músculos estão tão tensos que tremem.

Não sei se este meu ardor é permanente, mas o desgaste é preocupante. Mesmo durante férias sou incapaz de dormir mais de umas seis horitas, só passando esse valor quando tenho vários dias acumulados sem esse valor mínimo. Apesar de cansado, exausto mentalmente a minha mente fervilha, mesmo que desatenta. Estou permanentemente a Leste.

Não é um stress crónico, muito pelo contrário é um estado de vigília, do prazer de existir consciente, mesmo que as barreiras mentais e físicas já se tenham quebrado. Dou por mim só a adormecer apenas quando a hora tardia não me garante nenhum descanso susbtancial e já estou tonto de cansasso.
Acumulando todas essas horas infindáveis, de desgaste emocional e profissional, carrego às costas milhares de horas que deveria ter dormido. Tenho sono e estou cansado. Mas a vida tem pavio curto e por isso há a velha máxima:

descansarás quando estiveres morto.