Imitation of life

Charades pop skill
Water hyacinth
Name by a poet
Imitation of life

Like a koi in a frozen pond
Like a goldfish in a bowl
I don’t want to hear you cry

That sugar cane that tasted good
That cinnamon, that’s Hollywood
Come on, come on
No-one can see you try

You want the greatest thing
The greatest thing since bread came sliced
You’ve got it all
You’ve got it sized

Like a Friday fashion show
Teenager cruising in the corner
Trying to look like you don’t try

That sugar cane that tasted good
That cinnamon, that’s Hollywood
Come on, come on
No-one can see you try

No-one can see you cry

That sugar cane that tasted good
That’ freezing rain, that’s what you could
Come on, come on
No-one can see you cry

This sugar cane, this lemonade
This hurricane, I’m not afraid
Come on, come on
No-one can see me cry

This lightning storm, this tidal wave
This avalanche, I’m not afraid
Come on, come on
No-one can see me cry

That sugar cane that tasted good
That’s who you are, that’s what you could
Come on, come on
No-one can see you cry

That sugar cane that tasted good
That’s who you are, that’s what you could
Come on, come on
No-one can see you cry

R.E.M.

E o presidente da junta é…

No rescaldo das eleições autárquicas, às quais prestei talvez demasiada atenção, sinto uma enorme repulsa para o nível de debate político que assisti, não só na minha localidade assim como para todo país. Na minha cidade de residência – onde pelas minhas contas terá tidos os potenciais eleitores inundados por 10 euros de campanha eleitoral por cabeça, e depois de abstenção deverá rondar 20 euros a cabeça – segue já para o tribunal constitucional a impugnação do resultado eleitoral. Se a campanha tinha tido momentos de podridão então o seu rescaldo passa por arrastar de ressabiamento jurídico.

Lembrei-me entretanto de alguns textos que li há uma boa vintena de anos atrás, quando devorei de uma assentada uma dúzia de obras de Eça de Queirós e que tive o prazer de me deparar com «Uma campanha Alegre», onde aquele grande mestre da escrita retratava com tom critico e jocoso tão peculiar, aquele Portugal de 1890. Encontra-se passados mais de 120 anos enormes paralelismos, não da democracia per si, mas dos líderes e políticos que se apresentavam a votos. Desde os principais partidos que não tinham nada que os diferenciasse em concreto e que reuniam muitos votos de fieis e ferrenhos apoiantes, até a uma cultura do cacique que se mantém no poder e o transmite aos seus herdeiros, onde o seu nome representa votos da sociedade analfabeta da altura. Tal como hoje, a sociedade iliterada e de parcas noções de civismo, onde autarcas condenados e presos por corrupção quando exerciam os seus cargos são reeleitos e onde certas cidades continuam feudos de determinados partidos independentemente de quem der a cara pelo cargo, ou se reelegem um presidente tenha ou não ter tido um bom desempenho no cargo.

Nesta cidade os outdoors surgiram como cogumelos exibindo um nome de família a negrito de um novo candidato à câmara municipal, que por sinal tinha trocado de cores partidárias. Uma campanha recheada de fundos onde o candidato exibia o nome do seu falecido pai como uma mais-valia, apesar de não mostrara sua carreira de cargos conseguidos com a intermediação do famigerado Senhor Cunha que deram frutos catastróficos a duas instituições da cidade, com inclusivamente a falência de uma delas. Mas como falamos de Portugal, o politiqueiro tachista, o vira-casacas e o corrupto, são provavelmente os lideres políticos mais abundantes.

Resiliência

Estava já acorrer o segundo quilometro da minha prova de corrida de eleição – a meia maratona do Porto, quando um passo de corrida mal medido no meio da multidão de corredores, fez-me pousar o pé num desnível da estrada. Logo nesse momento senti o pé a torcer e todo o meu corpo rodopiando em direcção ao chão. Como em câmara lenta vi o asfalto a vir ao meu encontro. Surpreso rebolei no chão com o que julgo ser a elegância de um pato enquanto ouvia alguns gritos de susto da vizinhança. Ali no asfalto maltratado, numa fracção de segundos avaliei os meus danos, sangue na mão (panico!), pernas e braços aparentam mexer, nenhuma pancada a não ser na anca. Ainda a quente no que julgo terem passado três segundos fiz o exame final e levantei-me. O pé esquerdo parecia latejar e a dor ainda não chegara ao cérebro, tinha sido torcido mas não sabia ainda até que ponto.

Dez minutos antes na reta da partida em que a multidão se acotovelava a espera do inicio da prova e os drones filmavam o mar de gente em pulgas por começar a correr, tagarelava com a a Coelho Corredora que tinha encontrado por acaso. Pensava com os meus botões que esta seria a minha sétima corrida naquele trajeto magnifico da minha querida cidade, e provavelmente o que eu estava pior preparado graças às pequena lesões, poucos treinos e maus tratos ao físico que tive nos últimos meses. Porém propus-me a acabar a corrida e visualizei a meta como o único desfecho dali a sensivelmente duas horas.

E passados dois quilómetros estava-me a levantar depois de ter rebolado na chão. Sabia que podia ter terminado ali a minha sétima meia maratona do Porto, assim como sabia que nos próximos dois minutos as dores chegariam. Pousei e pé no chão e não senti uma dor imediata típica das grandes lesões do tornozelo. E foi assim que numa fração de segundo optei por recomeçar a corrida sabendo que me esperariam ainda 19 quilómetros. Racionalmente seria uma loucura prosseguir mas emocionalmente não podia sequer considerar desistir logo ali no início. O meu chip estava em modo de finalizar a corrida.
Pé ante pé reatei a corrida, a um ritmo moderado. Manquejava ligeiramente. Absolutamente embriagado com o azar que calhara encarei que seria uma provação que só suportaria se as dores quando chegassem não fossem insuportáveis. Iria correr pelo menos até à ponte D.Luís. Afinal a minha hipótese de retorno a casa ficava só no Fluvial e por aquelas bandas só se circularia a pé até a meio da tarde.

E para muito espanto meu, apesar de sentir umas pontadas a dor não me incomodava a ponto de ter que parar. Fui preenchido por uma onda de entusiasmo e no momento H virei em direção da ribeira de Gaia, iria mesmo tentar terminar a corrida, a minha motivação era superior a minha inferioridade física temporária. A mente voava enquanto corria e a dor não invadia os meus pensamentos. Não sentia que iria agravar a lesão se insistisse em correr e assim foi. Quilometro após quilometro a um ritmo leve, verifiquei que a mão já não sangrava e estava simplesmente a deixar-me ir como corredor que sou.
Quando a meta já não estava longe as dores voltaram em especial no paralelo onde as passadas se tornaram mais dolorosas. A contra gosto tive que abrandar a passada momentaneamente e fazer uma caminhada para recuperar, mas a motivação já tinha tomado conta do meu corpo. Em breves dezenas de metros reatei a corrida e tal como acedi, logo que a dores voltassem em mais força passava a andar e logo que estas se esfumassem voltaria à corrida. E assim nessa pequena loucura senti a enorme satisfação de cruzar a meta de chegada na corrida mais difícil de sempre em que a minha resiliência e empenho me tinham levado a uma superação física, não em performance mas numa batalha mental contra a dor. E venci. Terminei a minha sétima meia apesar de todas as adversidades. Depois valeu-me o gelo e o Voltaren.

In to the galaxy

Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
An apparition
Of twilight visions
A final mission
Of superstition
Reactivated
Now automated
Appropriated
Investigated
Global tectonics
Psycho robotic
Plasma bionic
Bred supersonic
A new translation
For integration
Your invitation
G-L-O-R-I-A
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Hyper creation
Or reinvention
Love and affection
Gaining attention
United Nations
Interrelations
A declaration
Of hypertension
Emerging summits
Pre-emptive plummet
We drop atomic
To shooting comets
The controversial
Ultra commercial
Now universal
G-L-O-R-I-A
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Floating to the edge of the world
Floating to the edge of the sea
Floating off the edge of the ocean
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Out into the galaxy
Letra e música de Midnight Juggernauts

Paz

Agora que se fazem as limpezas de Outono em casa e que a rotina estudantil dos meus pequenos entrou em velocidade de cruzeiro, é chegada a altura em que sabe bem reatar as azafamas e atividades salutares do pós-férias.

Este ano quero que algumas das boas vibrações do Verão perdurem para lá do Outono e que se estendam num novo ritmo: queria-me libertar do excesso de stress que nesta época tende-me a cobrir de preocupações. Habitualmente no fim de Setembro sou já um caffeine junkie, consumido nas horas e nos atrasos, etc… Para não naufragar neste esquema de deixar a vida fugir entre os dedos das mãos, nervoso e tenso com a correria que é a azafama diária vou tentar implementar algumas regrar às minhas células cinzentas no sentido de o que me rodeia, sem deixar que a minha mente fique presa no momento que vem a seguir.

Para conseguir este milagre, vou seguir o que a experiência (para não lhe chamar a idade) me tem ensinado ao longo dos anos que calcorreio esta Terra. Em primeiro lugar não acreditar que num momento para o outro a minha lucidez e força de vontade sobre-humana me vão tornar instantaneamente num guru imune as vicissitudes da vivência neste mundo – é antes um processo gradual em que cada dia se sobe mais um degrau. Em segundo lugar, vou evitar os acontecimentos e influências que despertam em mim o nervosismo, a inquietação e o desconforto emocional. Coisas simples como evitar noticiários de desgraças ou polémicas infrutíferas nas redes sociais, conflitos de pensamentos infrutíferos sobre visões políticas ou futeboleiras, ou ainda não ouvir músicas ou ver filmes de carácter violento. No fundo, fugir dos pequenos conflitos que assolam o nosso quotidiano e buscar um pouco mais de paz. E em terceiro e último lugar seguir o conselho de uma alma amiga e iluminada – naqueles momentos menos felizes em que o nosso lobo mau interior ameaça se soltar da sua jaula, fechar os olhos respirar fundo e imaginar aquele momento especial de relaxamento e de profunda felicidade que nos inundou a alma. Basta recordar esse sentimento por alguns segundos e os nossos demónios se desvanecem e a nossa pulsação se regra novamente.

Este ano vou trazer os bons vibes do Verão até quando o frio começar a apertar. E talvez escrever um pouco mais aqui também me ajude nesses exorcismos. A ver vamos…

Desabafo ao aproximar do estio

Nesta época em que se aproxima o estio, o cansaço aperta de mãos dadas com o calor. Recordo-me que há uns bons anos atrás quando trabalhei temporariamente na grande cidade, e que comecei a escrevinhar aqui, de sentir o calor esmagador de um Agosto interminável. Ainda não é Agosto, mas sinto essa mesma sensação de desnorte. Quando inevitavelmente terminou esse Agosto seguiu-se pouco depois um acontecimento que marca o fim uma época da humanidade: tal como a queda de Bizâncio – o ataque à torres gémeas.
Aquela derrocada ainda hoje se faz sentir no meu ponto de vista ergue-se cada vez mais uma nova era, que está repleta de maus agoiros. O cheiro a guerras, fomes, pestes e mortes abunda cada vez mais nestes tempos tristes. O populismo das políticas mais xenófobas, do crescente ódio aos estrangeiros e emigrantes, do capitalismo cada vez mais desregulado que abundam na Europa e no resto do mundo, que se parecem cada vez mais com as lições esquecidas da História dos anos trinta do século passado.
Aqui neste jardim à beira-mar plantado vivem-se tempos de pós crise económica, mas vivemos ensombrados com os bombardeamentos de notícias sensacionalistas do exterior e de não-noticias do que se vive neste pacato país. Caem ficticiamente aviões Canadair e fazem-se contabilidades mórbidas de incêndios catastróficos onde se debate se morreram 67 ou 68.
Talvez se tenha perdido o foco do que realmente interessa: não presenciamos o presente nem tentamos melhorar o futuro. Vivemos um presente medroso cheio de factos alternativos que nos chega a casa pelos média e pela internet sem filtros. Temos medos e ódios incutidos pelos debates de 5 minutos e por ideais feitos por chavões desprovidos de conteúdo. Sejamos grandes novamente, dizem. Sejamos algo integro, digo.

Winning

What holds your hope together,
Make sure it’s strong enough
When you reach the end of your tether
It’s because it wasn’t strong enough,
I was going to drown,
Then I started swimming
I was going down,
Then I started winning
Winning – winning

When you’re on the bottom
Crawl back to the top
Something pulls you up,
and a voice you can’t stop,
I was going to drown,
Then I started swimming,
I was going down
Then I started winning
Winning – winning

The Sound