Cantanhede

Saltar o ano, não é propriamente um acto feliz em si. Geralmente fazem-se algumas contabilidades, e coloca-se na balança tudo que se abateu de positivo e negativo nas nossas vidas e por vezes o fiel da balança pode tender para o lado que não gostamos tanto.
Mas mais que pesar o ano, e uma altura de selar arquivos e meter um ponto final em muitos imbróglios que nos perseguiram durante os últimos 365 dias. Acho que eu prefiro usar sempre a mentalidade de que cada ano é uma nova etapa da nossa vida e que usamos o marco das 23:59:59 de 31/12 para fazer um pulo mental, e enterrar tristezas passadas. Passado é passado, agora é só para a frente, rumo ao futuro.
Este método de arrancar a folha do calendário e o queimar totalmente ajuda a nossa higiene mental. Nada de ser carpideira choramingona com toda a sujidade levantada, e sem olhar para trás pensar antes na rota a seguir no novo calendário.

Mas antes de acabar em grande 2002, o ano de todas as capicuas, nada melhor que uma ida até a triste Vigo, que apesar de pesarosa, revoltada e irada, empunhando o “Nunca Mais” por tudo que é canto. M. estava na grande cidade e não deu para atender à nossa escapadela não programada, com o A. e J..
Mas havia algumas coisas mudadas, em especial o mítico Hostal Categoria, que estava fechado para remodelação(?!?!). Fez-me bem levar um último banho do ano, muito embora J. se tenha furtado à noitada. Coisas de iô-iô… É pena saber que J. está a perder o Norte e não quer ver a bússola. A. já veterano nestas andanças é que me acompanhou. Depois foi uma injecção de Senhor dos Anéis de rajada que soube pela vida.

E 31 lá fui rever o lello-mor à grande cidade para uma passagem de ano singela, mas marcante.

Pouca-terra, Pouca-terra, Pouca-terra… Cantanhede !