Doce adrenalina…

Comemorar três décadas exige alguma ginástica mental. Não é apenas a questão do simbolismo do número redondo, mas sim porque se congemina a ideia frequentemente errada que depois dos vinte é necessário assentar. Puro erro dos mais envelhecidos da mente.

A maninha decidiu e bem comemorar num ambiente muito peculiar: no maior centro de actividades radicais da Europa. Num belo calor de Setembro, um fim-de-semana agitado a carburar cartuchos energéticos que eu não conhecia em mim sigo para as montanhas a norte, junto com a minha
Purpurina
para festejarmos as três décadas da maninha, não sabendo exactamente o que nos esperava na casa da família.

Logo a companhia se avizinhou perfeita, com crianças alegrando o ambiente de trintões, num chalé de madeira num monte perfeito. Mas a adrenalina era o nosso objectivo e lembrando-me do anjo sem asas quis experimentar um dos maiores slides da Europa. Foi uma experiência rápida e estimulante deslizando suspenso por um arnês montanha abaixo, parando quase para lá de onde a vista alcançava. A doce adrenalina é a mais potente de todas as drogas e que nos rejuvenesce e enrijece em dois tempos.
Mas mais adrenalina foi o curto percuso num valente UMM subindo a colina quase no mesmo tempo que demorou a deslizar… algo de verdadeiramente radical.

Confraternizando e soprando as velinhas estivemos cultivando a companhia e amizade, a aventura e as brincadeiras coloquiais, num par de dias excelentes, daqueles que alguem se atreveu a dizer que tinham sido dos melhores dias da sua vida.

Mas extremamente radical e de primeiríssima apanha foi a travessia de 38 pontes suspensas, estilo Indiana Jones, que um grupo restrito se aventurou ao longe de duas extenuantes horas e onde as vertigens eram o pão-nosso de cada segundo, mas que deram um extremo prazer de atingir e superar os obstáculos, um após o outro, sentido que por dentro também seria possível superar objectivos complicados, apenas às custas da força de vontade: mais que uma prova física era uma prova mental – os medos vencem-se a punho, as conquistas vencem-se a suor, basta que a nossa mente queira mesmo superar todas as barreiras.

E exultante após longa travessia suspensa ganhei o direito a um dos mais saborosos cabritos assados da minha vida, envolto em amizade e companheirismo.

3 opiniões sobre “Doce adrenalina…”

  1. tenho saudades… será que não convencemos o R. a comemorar os 31 da mesma forma? foi mesmo muito bom, mas a mim faltou-me o grande passo de abraçar a adrenalina 🙂 tenho k lá voltar

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