pequeno sacrifico

No sentido de tentar recuperar a forma e tentar eliminar uns quantos quilos tenho-me imposto um pequeno sacrifico de correr.
A corrida tem se tornado um vicio muito salutar e os poucos vou alcançando objectivos que há uns anos acharia impossíveis. Nas últimas semanas a visibilidade do horizonte e de superar as minhas capacidades tem operado milagres no meu peso e forma física.
Alias o que no inicio era um sacrifício está tornar-se numa necessidade de escape e compensação do stress diário, ouvindo as minhas músicas no meu Apple vermelho.

Foi a dar o meu ar de recém-maluquinho das corridas, que nos meus percurso nesse subúrbio envelhecido da minha cidade que me deparei que em Agosto a cidade quase que fecha portas. De facto as persianas estão fechadas por todo e no calor apenas se vê a fauna idosa. Nos parapeitos, nas janelas, nas soleiras das portas, os sócios do clube geriátrico, os veteranos da vida, permanecem estáticos no entardecer. Parecem existir às dúzias, abandonados pelo resto das suas famílias que os abandonou enquanto foi de férias – olham ausentes com ar de solidão, enquanto eu tento fazer mais um quilometro em menos de sete minutos.

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