uma tarde chuvosa de Outono

Um email que reli passado um tanto tempo:

“o mestre é quem quiseres que seja, a fonte espíritual que te acompanha, que te segue ou que te inspira, podes sê-lo tu inclusive; mais, é conveniente que assim seja, para não seres escravo de ninguém, como aqueles que veneram criaturas invísiveis e se maltratam a si e aos outros em nome delas. Acredito naquilo que vejo e nada
mais, sou forte e nada temo, aliás, lanço o desafio ao poder desses seres ignotos, pois nada mais são do que metáforas.

Não nego, contudo, gostar de uma atmosfera ligada à referenciada arte do mal, o que compreende certas personagens míticas, cenários maravilhosos e artes aprimoradas posteriormente pelo homem, particularmente em certos tipos de música… um bom cemitério, uma tarde chuvosa de outono, o cantar dos corvos numa manhã de nevoeiro, os morcegos numa noite de luar, o uivar dos lobos pela madrugada, enfim, as maravilhas naturais conotadas ao oculto e convencionalmente discriminadas pelas maiorias, excepto por uma classe de elite quase perfeita, na qual me inscrevo.

Não sou fundamentalista, sei reconhecer o que não passa de uma arte, recusar a prática do mal, não sou influenciável por nada e respeito a todos sem excepção, apoiando inclusive os mais desprotegidos das garras da hipocrisia social.”

IN caixa de emails 2000 escrito por B.S.L.