Julho 23, 2001

Um dia trabalho que termina e encerra os anseios de um migrante pendular semanal. As segundas-feiras são dias de imensa exigência, em que o sono e ritmo de trabalho são incompatíveis.
Como neurótico esquiso-depressivo é nestes dias que me apetece não parar e ficar no limbo da inexistência do que sou. É como se fosse um mero instrumento de trabalho, um slot-machine em que se introduzem moedas e se puxa a alavanca. E giram as cerejas sem nunca vomitar moedas de volta.
Quem disse?
Quem disse que eu não era psicótico???
Bom está na hora de buscar repouso e deambular num pequeno trajecto até ao quarto para dormir como uma pedra de granito do Norte.

Por vezes a solidão está onde menos se espera. Mesmo quando se está no meio de uma multidão. Almocei numa tasquinha muito castiça e onde se come em conta. Duas velhinhas lânguidas, balbuciavam pequenas soltas de sentido.
A tarde está infernal e trabalhar é um verdadeiro atentado ao pudor. Apetecia despir-me todo e mergulhar num ondulado. Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos ! Sonhos !

Estou de volta à grande cidade onde peno na solidão durante a semana.
Um novo dia de trabalho onde o abrasador me recebeu, e onde o corre-corre de uma nova semana de labuta e me envolvem.
Longe dos meus…