Agosto 9, 2001

Atchimmmmmmm

ups .. isto tá mau… vai o terceiro Cegripe.
$$$$$$ ? Só mais tarde

Ontem foi um dia particularmente subterrâneo. A grande cidade reservava-me os prazeres do metropolitano, numa estação particularmente clara e hospitalar em que as escadas-rolantes vomitavam gente da sua garganta sem fim.

O Metro tem um fascínio particular sobre mim. As profundezas da terra transformam os vulgares citadinos em toupeiras mutuantes que transpiram medo e suam trabalho e pressa. O ambiente artificil da claridade falsa denota o espirito intemporal onde é sempre e tudo e todos estão em transito, indo para algum destino qualquer – qual o teu destino estranho?
Para onde vais e de onde vens?
Quem és tu que olhas para mim?

O time warp entre as estações é um vazio sem luz e sem lembranças.

No Bairro alto E. Ma. B. e C. estavam uma companhia exemplar apesar de batermos à porta de locais fora dos roteiros tristes. Foi divertido e uma novidade onde o alcool sangrou claro e doce…

A e dúvidas apertam… A irmã falou-me nas suas esperanças renovadas que já não eram sem . As curvas acabaram e estamos a chegar à recta. Seu esposo já tem raíz defenida e o Capuchinho Vermelho rui e sorriu.

Infelizmenet o meu nariz está como uma comporta cheia alheio ao de Agosto. A minha cabeça estoura e o lenço é uma ferramenta de de trabalho…

A azáfama é diária e logo pela manhã chegam. São incansáveis e tentam fugir à miséria do país em que nasceram, uma pátria distante em que eram doutores que pedinchavam a sua sobrevivência e sentiam a fome nos estômagos dos filhos.
Aqui não são ninguém, quase inumanos, servindo como mulas de carga mas que ganham o sustento de toda a sua para que não passem fome. Sonham em trazer a sua esposa e filhos quando juntarem mais umas centenas de contos que lhes sai do suor do parco salário que lhes pagam.