Agosto 2001

O mar de gente que pulula pelas ruas da grande cidade deixa-me cada vez mais indiferente. Ainda ontem não sequer me espantei com uma Drag Queen que vi no metro, e que exibia quatro piercings faciais e vestia uma camisola rosa florescente bem justa. É já quase natural ver gente gira e/ou exótica e deixo o meu provincianismo de lado. As grandes cidades tem a característica estranha de assimilarem e banalizarem qualquer excentricidade a ponto de ser a coisa mais natural do mundo. Qualquer um pode passar despercebido. Mas por outro lado há o indigente na esquina que dorme debaixo de um cartão e é ignorado como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Ambos são efeitos secundários do formigueiro em larga escala que é esta cidade. Não gosto de ser formiga.

E. e Ma. estão felizes e foi bom estar com eles. telefonei a M. e soube que está a tentar cativar uma amiga. Faz essa!, como diria o meu irmão.
Falei com X. e fiquei contente pois é sempre optimo ouvir uma palavra amiga. X. acaba sempre por me dar alento
S. tá em mudanças. Tenho pena de falar pouco com S. ultimamente.

A noite de ontem foi cheia de supresas. Parece que descobri um pouso fixo na grande cidade num local calmo e até típico. Custa a crer que não tem um catch

O fim de semana que ainda vem lonje pode já estar ocupado com um belo programa…

60 anos é uma data bonita. Pergunto-me se chego aos 60 e se chegar se ainda vou estar capaz de aproveitar a vida. Não gostava de me tornar um velho senil, mas o gosto que tenho na vida não me permite pensar de forma diferente.
E mãos à obra que hoje vai ser complicado