Dezembro 2001

Os últimos quinze dias de…

Frio? Não, eu uso uma termo tebe e o meu pai também– (segunda parte)

Para ser franco não me apercebi do correr dos dias. Uma nova realidade, novas funções e dezenas de pessoas para conhecer.
Como fiel amigo o sobretudo, novos horários madrugadores, que só se podem conseguir com coragem e determinação e também com a ajuda de uma Termo Tebe.

Como não podia deixar de ser vieram os jantares de Natal com os compinchas de velhas datas e meio atordoado nem me dei conta pelo aproximar da Natividade, se descuidei-me com as compras.

Sexta lá teve que ser com um velho trio: Inspector P e Q num serão de muitos risos e alegria e uns panachés no sabor dos velhos tempos. É bom recordar e continuar velhas mas duradouras amizades.

Compras à pressa. Prendas para a família e para a criançada sempre com mais simbolismo do que valor e cá vai mais um jantar com a velha guarda. Esta quadra já me deixou a ter que apertar o cinto de forma mais masoquista. Que inferno! E vai que M. decidiu demonstrar como se deita abaixo uma meia garrafa de Absolut e se abre um de Eristoff só com o auxilio de uma garrafa de litro e meio de Cola perante o olhar atento mas atónito de uma plateia que se dedicava aquelas delicias que nos eram privadas à uns tempos. A PX1 foi por mim dominada com a técnica do X e Circulo tornando-me quase imbatível perante todos os adversários… Roam-se de inveja!

The show must go on– (primeira parte)

Na tentativa de colocar em dia o meu diário meliante vou fazer um pequeno apanhado do que fiz nas últimas semanas.

The show must go on foi o ponto-chave dessa primeira semana que antecedeu a labuta. Sempre às voltas com pequenas burocracias sem poder aproveitar muito eis que surgiu a oportunidade de não deixar passar o PONTI em branco, indo ao S.João com I. Jo. e N. para ver uma peça de Jérôme Bel denominada The show must go on. A peça era estranha mas interessante, talvez pelo facto de não ter um guião dito normal e mais parecer um exercício em que uma música dava o mote para os 22 actores reagirem levando à letra a letra da música.
Depois fomos encher a pança ao Maiden e I. pediu um crepe de bacalhau sem bacalhau que estava divinal.

Nessa sexta mais uma peça no Sá da Bandeira. Qual o meu espanto que quando chego há uns homens suspeitos porta em reboliço entrando e saindo. Afinal a peça havia sido adiada sem aviso e já estavam a passar As escravas do Sexo III.
Enfim o Porto 2001 ao seu melhor…
Plano B foi uma ceia com uma pasta divina.

Sábado foi dia de operação Vigo 2001 – o Reencontro Final com um elenco de respeito, mas sem a presença do Dr. P. que teve que recusar um dos papeis principais, pois estava já a rodar o jantar com as assistentes – parte II.

Eu, A. M. e J. que tomou as rédeas da nossa expedição. E como em Roma sê romano fomos ao Corte ver las beldades da perfumaria e comemos una mixta de faca e garfo como il faut. Mas como a tradição já não é o que era lá fomos jantar ao chinês e para cumulo venha daí um remate de Íris coffe. Mas a tradição cumpriu-se com a abertura das hostilidades com as tequilhas em ferro, e desta vez sem J. ter sido assediada pelo barmen. Apesar do frio a noite rapidamente esteve ao rubro e … (cenas censuradas ) … , e logo M. conseguiu arrancar um chocolatito amargo do tecto para levar um repreendida do barman e apesar das suas insistências para que a sua medalha de chocolate lhe fosse devolvida pela guapa de grande pujança pulmonar só obteve um lacónico “cojones” como resposta! … (cenas censuradas ) … e chegamos ao hotel de categoria não sem antes M. não ter arriscado que lhe dava um pontapé no pé.

De volta cedo o dia revelou-se uma interessante demonstração de que o sistema democrático ainda pode funcionar numa das eleições mais emocionantes desde o fim dos setenta, de que me lembro que estive em vários fervorosos comícios na baixa. Isso deixou-me feliz.

E eis que nessa segunda-feira retorno à velha economia.

Apesar de estar com vários dias …erh … blogs de atraso que vou recuperar em breve, não podia deixar passar esta efeméride de natal que também é aniversário de M.

E lembra-te:

Life’s a bitch and then you die

não é verdade!

Será do Guaraná?!!??

O Amor é…
Paixão pulsante…
É lixado. É fodido…
Quer sair-te pelos poros…
Quer sorver perfumes, sabores, emoções…
Assim é um amor
Nem sempre sereno ou plácido.
Tristão e Isolda, a anos luz.
Frenético.
Alucinante.

E ao mesmo tempo…
Uma sensação de Paz e conforto.
E de Lar, mesmo que longe.
E de entrega mesmo que recebendo.
E de receber mesmo que entregando.

Ando perdido.
Entre caminhos poeirentos.

Lareiras tão quentes.
Café, por vezes amargo.
Outras doce.
Mas sempre bom.

Venha a Paz do Natal.
Festa Pagã, antes de cristã.
Festa na mesma!

E o renovar e renascer do Ano Novo.

Amigos

Amigos, Camaradas.

Irmãos de Jornada.

Um sorriso, mesmo que fatigado.

Uma palavra amiga.

Jogar cartas em dia gelado!
Ou dar o peito à maresia!

Duas faces.
A mesma face.
Uma só moeda.
Um só abraço.

Gargalhada estridente.
Piada rasgando o céu!

Muitas opiniões.
Muitas vozes.
Muitas vontades.

Uma só partilha.

Homem que é homem só Ama e deseja mulheres e mulheres, Dulcineias, Afrodites. Venus! Isolda que seja, ou dedicada Julieta…. Morenas. Loiras… Loiras…. LOIRAS!!!!!

Mas só homem que é homem conhece e dá o valor à Camaradagem.

Mulheres, roam-se de inveja, como de hábito! Sentimento que não existe em dicionário de macho, só de femea…..

Loiras

Os fins-de-semana têm se revelado muito agitados. É um bom sinal presumo.
Assim no sábado como o maninho se passeava num Range Rover e ia ao casamento, P. e A. Convenceram-me a gastar algum dinheiro em cartas para depois estarmos em gáudio na jogatina.

Mas o melhor estava por vir quando N. requisitou-me para um jantar pantagruélico que perdurou por três horas a por a conversa em dia. Não tardou com o meu mano aparecesse e a cavaqueira aumentou de tom e bastate alegria regado por um vinho alentejano escolhido a dedo que mais parecia um néctar dos deuses.

Depois veio a noite e a noitada que seria de esperar com o estômago cheio e boa disposição. Desta vez o mano foi dormir e vieram as J. para uma conversa animada, interessante e acima de tudo inteligente, no ?Meu Mercedes é maior que o teu?, esse ex libris que eu o N. partilhamos desde a adolescência com o maior rigor, se bem que com alguns períodos de falta. J2. é loira e provou-me mais uma vez que esse mito urbano de que as loiras não são muito espertas não é assim tão linear: afinal pode se ser bafejado pela a aparência física e por bastante massa cinzenta. Para ser franco, das fêmeas humanas que conheço as três mais intelegentes que conheci eram louras… Será um erro da amostra ou uma impossibilidade estatística?

Bom e depois foi o descalabro com a ida ao ?talho?, como é dá praxe as tantas da madrugada de domingo na companhia de duas beldades que cumprimentam o porteiro com dois beijinhos e depois não se cansam de lhe lançar impropérios nas costas. No ?talho? realmente a alcunha que lhe coloquei não lhe fazia juz nesse dia. Parecia um mega- talho de colocar em bico os olhos de qualquer um apesar da companhia. E foi bom… e fiquemos por aqui.