Janeiro 25, 2002

de Alex…

Os de Alex… ou quase

Este fim-de-semana está a ser pantagruélico e não tenho memória de tantas refeições ecuménicas em carteira.

Sexta-feira foi um dia penoso de trabalho, como alias são quase todas as Sexta-feiras quando não se trabalha ao Sábado de manhã. Mas ao Jantar reuniu-se a velha guarda das da adolescência. Para me relembrar que esses tempos, já são longínquos no tempo e na memória, nada como que B., o ás do secador verde-alface kitado para 62,5 C.C. roda da frente no ar levantada, é agora um papá de uma saudável menina de 3960 gramas.

O Inspector P. meu inseparável da época da caça grosa e mangueiradas labrugenses, agora selecto agente do Sr. Director Geral, que me arrastava no para penosas encrencas, abala agora para a grande cidade onde por um largo período vai ser formado como investigador.

Quem diria que o moço que conheci há 15 anitos (mais as suas irmãs boazudas), será também ele papá dentro em breve. Aquele mulherengo incondicional e “casanova” desmesurado, usa agora crachá e tem sempre à mão uma beretta. Inspector P. e eu éramos e somos inseparáveis, só que agora não tanto no que toca à má e noitadas. Mesmo na nossa pior fase do “semi-delinquente”, em que partíamos lampiões e roubávamos placas de transito aos sábados à para desviar o transito de Domingo, eu e ele sempre alimentamos respeito um e uma enorme cumplicidade.

E recordo-me como se fosse hoje, quando B. obstinadamente alcoolizado queria «mandar ao soalho aqueles f.. da p…», ou seja derrubar três motociclistas que passavam nas suas Zundapps escape de alto ronco enquanto, eu o Inspector P. o tentávamos agarrar, a custo… O rapaz estava possesso e quase que tivemos que o mandar para o chão para segurar. O curioso é que um dos «mokotos» se mandou e raspou mesmo o soalho todo. Depois foi uma pacifica de como «kitar» motorizadas com o sujeito ainda no chão com as jeans rotas do espalhanço… enfim… Velhos tempos.

Os últimos quinze dias de…

Sonhos e Reencontros– (sexta parte e última parte)

Já assumindo uma rotina, sem contudo perder o mau habito de me deitar tarde, continuo num novo quotidiano menos fantasioso. As cinco horas que durmo diariamente não são suficientes, mas mesmo assim sonho, mas não sonho acordado.

Os nossos sonhos são importantes, dão alento, mas também podem ser perigosos pois afastam o sonhador da , confundindo-o e baralhando as suas prioridades. Acho que não conheço alguém que nunca tenha sido possuído pelos seus próprios sonhos em alguma altura da sua , caindo nas malhas das suas próprias ilusões.
Sou um sonhador de facto e não escondo isso. Sonhar e é algo diferente da ilusão, quando os sonhos tomam conta de nós. Sonhar e é fé e , ao passo que a ilusão é uma mera mentira, mas que não é muito diferente do sonho: existe só uma fronteira muito estreita entre essa e fantasia. Entre o que queremos atingir ou desejamos Ter e que tenhamos possibilidades de lá chegar, e aquilo que achávamos ser a nossa meta, mas que apenas serve de miragem uma vez que é impossível de ser alcançado.

E os peixes não são muito brilhantes a fugir a essa armadilha. No deixei-me consumir por ilusões vezes sem conta. Felizmente estamos sempre a crescer e a experiência é boa conselheira.

Fiquei feliz por finalmente rever a malta amiga. Em casa da maninha tivemos um repasto delicioso que só pecou por ter as tripas frias. Claro que me esperava uma leve gozação por causa da Iguaria, mas era suposto ser assim, que se há-de fazer… (nota:nunca esquecer de usar iniciais! Nunca se sabe quem pode vir a ler isto!. Foi com alguma ternura que estive no meio dos compinchas, se bem que sentisse que havia um time gap correspondente ao tempo de ausência que esmorece sempre as coisas.

Combinamos um jantar Sábado, que acabou no Martinho. Não foi uma escolha muito feliz da minha parte, nem sempre as experiências se podem repetir com exactidão. Sereno jantar e fomos até um cafezito-bar. Depois e após desistências fomos até ao 3plex. Caramba que ! 80s ao seu melhor. Muito cheio e acabamos por vir cedo. G. esteve lá depois quando aqueceu o dance floor. É uma história de desencontros…