Junho 25, 2003

uma obra prima A Última Hora de Spike Lee, foi um que me surpreendeu muito. Estava habituado a Spike Lee como um provocador com uma mensagem algo gasta, mais eis que me rendi a uma obra-prima.
Edward Norton American History X e Fight Club

Para lá de uma fotografia de uma beleza intrínseca de encher o olho e de uma interpretação em que o elenco se mostra irrepreensível, senão mesmo iluminado, Spike Lee mostra-nos um homem que está perante a inevitabilidade de ser chamado a pagar pelos seus erros, devido à teia em que se viu envolvido por leviandade, no tráfico de drogas. A Última Hora não cai na lamechice moralista, apenas nos reporta para o humano da verdade dos nossos os actos e da coragem e responsabilidade de enfrentar as suas consequências e como isso afecta aqueles à nossa volta. O que poderia à principio parecer mais um que se passa em Nova Iorque é de facto um questionar à nossa sociedade consumista e existencialista que se coíbe de preocupações éticas.

Uma das cenas mais marcantes é a da revolta na sequência em que a personagem principal se encara no espelho, e mostra a sua violência sobre toda a contaminação que a grande metrópole está exposta, como se fosse essa a origem do mal citadino, e por consequência, responsavel da queda em desgraça do (anti?)-herói. Tal revolta, exonera-se aquando da caminhada final rumo à prisão ou fuga, em que a cidade se revela, não como mal, ou influencia negativa, mas sim como um portal de , numa visão realmente bela e emotiva transposta no sorriso das pessoas.

Spike Lee atingiu a maioridade como cineasta e revela um profundo conhecimento do vivência do homem como ser humano e social sem fazer juízos de valor ao enredo que nos transporta. A última hora é um momento de viragem na de um homem em que a decisão é deixada em aberto: acarretar com as consequências ou fugir para começar tudo de novo.

Tal como a narrativa esse excelente , a coloca-nos em situações que temos que tomar este tipo de opções difíceis: ir de encontro à nossas responsabilidade e pagando a pena para atingir a nossa remissão, ou fugir e tentar apagar a nossa mácula e começar do nada.