Serão 120 horas que vão custar a passar.
Provavelmente as mais longas pois para além de estar cansado à partida, vai ser uma fase importante.
Onde estás tu velho amigo Prozac?
Abandonei-te há muitos anos…
Categoria: Dia-a-dia
A vida de um meliante em palavras
Flores de eterna saudade
A última viagem é sempre triste para os que ficam. As exéquias são dolorosas, um espectáculo macabro de encontro dos entes queridos, carpideiras e demais abutres. O Domingo foi triste e conversar com um octogenário agora viuvo após 53 anos de casamento enchardo em Victan dando palavras de conforto numa sala cheia de antiguidades, enquanto a cápsula de madeira descia em Agramonte, não e um cenário que se deseje a ninguém.
Quando chegar a minha vez de ir em direcção à Luz quero ser cremado ao som das Valquirias de Wagner e que as minhas cinzas sejam levadas pelo vento onde o Douro beija o Atlântico. A morte é apenas mais uma etapa do ciclo da vida, talvez mais soturno e misterioso para os ocidentais contemporâneos.
Recear a morte é mais cómodo do que a não temer …
Assador
Fazia já alguns tempo que não organizava um churrasco em minha casa. Anos talvez…
No sábado voltei a pegar n carvão e na grelha e convidei a trupe, que me encheu de alegria por aderir. J. e M. perderam-se e chegaram com horas de atraso. X. provou mais uma vez que é uma doceira nata e a K. esteve em perigo de não ir mas respondeu ao meu apelo. A. pecou com a carne e F. quis registar o momento.
A mana chegou um bocadinho tarde com o esposo e E. De forma geral correu bem mas não houve muita adesão à música de DJ Coelho nem às grades ou vinhos simpáticos que estavam à descrição. Pois é já não há pedal como antigamente. N. ainda apareceu pronto para a borga mas eu já estava a queimar os últimos cartuchos.
Estava mesmo a precisar de um momento destes.
OBRIGADO
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Elementar meu caro Watson
Hoje tive consciência de quanto o meu nível de percepção lógica e intuitiva se desenvolveu nos últimos meses. Tremo só de pensar quanto sou capaz de ler como um livro aberto as pessoas e os acontecimentos e desconstruir eventos e pensamentos de uma forma rápida e crua.
É como que uma maldição esta leitura, que ecoa rápida e fluida como nunca. Vejo um olhar e sinto o que encerra, vejo um sorriso e vejo se é falso ou verdadeiro, noto um gesto e deduzo se é um tique comprometedor ou um sinal de desconforto. Chego mesmo a medir alguém em poucos minutos e para meu sofrimento as suspeitas e a impressão do primeiro momento batem certo, quer sejam semanas ou meses depois. Mesmo assim aceito seus defeitos e as virtudes tentando não acreditar em tal certeza inicial buscando um pouco de prazer no conhecer passo a passo normal.
Creio que li demasiados livros da Agatha e do Sir Doyle na juventude, e a prática da dedução, conjecturas lógicas foi sempre uma obsessão. É um jogo das charadas descobrir os segredos que os outros nos escondem. Mas o detective só funciona com factos e indícios que apontam o suspeito e desvendam a forma como levou a cabo o assassínio. O poder de observação aguçado de repente faísca, o jogo fica perigoso, torna-se cruel. Não se apanham os culpados nem se faz um resumo da brilhante dedução até eliminar todos os sulpeitos menos um. Na grande cidade a introspecção explodiu o meu poder de observação e só vejo vidros transparentes. Está tudo à vista. E o pior é que parti o interruptor e não consigo desligar as antenas…
Muitas vezes é inexplicável a certeza com que ocorrem e cada vez mais são mais constantes. Tento ignora-los pois são muitas vezes tristes e pesados para que os aceite e não quero (e tento não querer) que me condicionem. Prefiro estar errado e raramente estou, mas masoquista não quero acreditar. É como que eu tenha que fazer sempre o jogo eu-sei-que-tu-sabes-que-eu-não-sei-apesar-de saber.
Começam logo as etiquetas improváveis a aparecer como se fosse nos artigos do supermercado, mas em vez de identificarem os preços das conservas ou cerejas, revelam e fazem confidencias
– tu és deste tipo, tu gostas eu sei de quê, tu escondes aquilo, tu gostas é daquele, tu tens medo, tu não queres admitir, tu vais te deixar ir na conversa, tu és incapaz de mentir, tu levas tudo até ao fim, tu és egoísta, tu és simples, tu és maldosa, tu és um sapo-boi, tu estas com sede, tu estas desatento, tu fazias tudo pelo teu irmão, tu andas a ver se acabas com a namorada, tu achas-me engraçado, tu tens pena dela, tu queres ajudar, tu dizes uma coisa e depois já dizes outra, tu és um amigo com que se pode contar sempre, tu tens um trauma de juventude, tu és incapaz de amar, tu queres vencer na vida a todo o custo, tu só queres ser feliz, tu precisas que alguém te segure, tu estas zangado comigo e não o queres transparecer, tu tens ciúmes, tu és invejosa, tu és um paz de alma, etc.
Quero ignorar, quero tentar esquecer, mas ali aqueles flashes ecoam seguidos como se não se possa desligar aquele ponto. Tento evitar olhar nos olhos aqueles que gosto nem estar muito tempo frente a frente, senão surgem e ressurgem coisas que às vezes preferia não saber.
Irrita-me quando me tentam esconder algo ou dissimular qualquer coisa. Nessas alturas há um sino badalando e uma sirene a apitar. É aborrecido sentir o que me escondem. Surge sempre aquele sentimento de revolta que não é pelo facto escondido em si mas pela forma como se encobre que para mim é evidente. Nas últimas semanas é pior. O fumo dantes entorpecia a vista, mas agora só o álcool e nem sempre.
3 minutos de silêncio
3 minutos de silêncio
Protesto estou em luto
Protesto
estou em luto
A segunda terça-feira Negra
A segunda Terça Feira Negra da história
Catastrofe
solo de violino sem cordas
Ontem experimentei o sabor amargo e simultaneamente libertino de estar só.
Em norma a solidão é um território que não me é desagradável, e que aproveito para as minhas sessões de reflexão e processamento com catalogação de eventos recentes.
Mas ontem apeteceu-me perder-me como cidadão incógnito algures na grande cidade estudando a fauna e a flora.
Foi óptimo.
Mais um dia de correria
Mais um dia de correria
Algo me diz que vai ser hoje qeu perco o comboio… que stress
Carne e Alma
Questionar a nossa sanidade mental é um jogo perigoso e muitas vezes com más consequências.
A nossa mente é demasiado complexa para que consigamos fazer um auto-análise profunda. Mesmo o pai da psicanálise – Freud – pecou por só focar a camada mais animalesca com o complexo de Édipo , Thanatos etc.
Somos complicados e animalescos e simultaneamente civilizados e selvagens.
Somos carne e alma!
Alive
Alive
Estou aborrecido.
Quero férias e tomar banho no mar.
Quero um bronzeado.
Quero um notebook.
Quero
Quero
Quero
Quero
A melódia “Ai que coisa
A melódia “Ai que coisa mais linda” não me sai da cabeça.
A arte do 12-8
A arte do 12-8
Não é simples trabalhar todos os dias num regime de excesso de trabalho. O corpo ressente-se e por vezes o humor não é o melhor.
Claro que as pessoas que não têm que trabalhar num sistema que por vezes obriga a horários radicas ad hoc não compreendem. O gosto, dedicação e o sentido de responsabilidade são importantes mas por si sós não bastam.
Sempre primei por encontrar equilíbrio e compensar o esforço mas nem sempre consegui. Fiquei curioso e fui ver como estava a carcaça em termos de tensão arterial. Melhor que no Passado, longe daquela sensação de ser controlado e gerido por ondas negativas.
B. e Ch. estiveram
Ontem B. e Ch. estiveram a jantar com os residentes. Foram dezenas de costeletas no repasto.
Bob babou-se… E. e Ma. entram no seu primeiro mês e parecem muito felizes. O pior foi a insónia que me visitou.
A grande cidade nem sabe…
ena!
ena! ele há cada coincidência! Vejam o veterano
Sexta
Sexta foi uma correria e logo a sair da Casa o meu tijolo foi projectado para o chão. Não sou muito hipocondríaco, nem acredito muito na história das radiações, mas de facto após 2 minutos de conversa ao telemóvel fiquei com umas dores de cabeça que duraram horas.
Para cúmulo, enquanto viajava a minha palm resolveu fazer um rebot e perdi todos os dados ficando tal e qual como veio ao mundo (ou melhor como saiu da fabrica. Como tenho o equipamento todo na grande cidade só hoje pude “sincronizar” os meus posts e notas! Será uma conspiração dos meus gadjets para me porem doido???
Parlez vous français?
Parlez vous français?
Do you speach english?
Hablas español?
Cool dude!
E bom sentir que se é um cidadão do mundo. (mesmo utilizando a língua de Camões!). E curioso descobrir imbecis que acham outras línguas que não a da sua pátria, para escreverem ou comporem músicas. O português é uma língua inteligente mas não tão melodiosa como o espanhol ou inglês. Mas isso não justifica que uma cambada de ignorantes prefira utilizar o inglês. Mesmo que o seu vocabulário se resuma a 250 palavras e tenham uma pronunciação que até nuestros hermanos acham má…
Graiffiti
Escrever em graffiti na minha PALM é uma experiência frustrante, mas é um solução de compromiço que me permite tomar anotações e preparar posts quando estou off-line. Até já coloco os tags de HTML! Em breve vou dgminar a arte do ponteiro para escrever num PDA. (logo ue me habitue a escrever o “V” da direita para a esquerda, senão sai U
tempo
Este fim-de-semana deverá ser menos intenso (pelo menos assim o espero!).
Na semana passada não consegui falar com o meu mano madeirense que deve mais uma vez ter deitado fora o seu telemóvel por falta de crédito (e lá vai o 4°). Não lhe consegui dar os parabéns por isso!
J. decidiu rapar o cabelo e agora queixa que no nosso país provinciano o tomem por neo-fascista. M. jogou vampires comigo enquanto D. e N. não comprcendiam patavina daquilo. X. estava contente e com outra cara mas nâo me ligou muito. K. sorridente mas não troppo , a mana só esteve comigo um nikito e A. estava irreconhecivel de tão calmo que estava.
Mas só quero tempo…TEMPO … TEMPO tempo
noite mágica
A vida guarda supressas únicas que ocorre quando menos esperamos. Voltar a rever o meu primo após tantos anos seria sempre uma noite agradável. Nunca imaginei que ele tivesse seguido o seu sonho de ser surfista e tivesse tido aulas no Guincho!
E eis assim que vou parar com Jean mais a sua encantadora namoradita aí uns 10 anos mais nova e a amiga com nomes acabados em “ie” a um churrasco na Quinta da Marinha.
Na tal casa de luxo tive a companhia de:
- stori Alex, um loiro australiano que nos convidou
- a sua bela ex uma peruana de um gajo se babar todo estilo Pocahontas;
- duas italianas ßem simpáticas;
- John um inglês muito castiço (filho de portuguesa que por sua vez era filha de Irlandeses) ás do bodyboard;
- Peter o skateboarder da Dinamarca;
- 2 holandeses muito semelhantes ao deus Thor com areia nos miolos;
- Matilda de 3 anos e os seus respectivos pais da Escócia;
- uma portuguesa de nome Marta que destoava como é habito nas lusitanas e que estava mortinha por ser comida por alguém que fosse loiro;
Alex já passou
de 20 e muitos mas parece que tem 18, com um trato com muita pinta, sempre descalço licenciado em surfismo e MBA em sedução do sexo fraco. Viveu em França, Havaí e Peru e escolheu a linha para viver. Disse-me algo de muito interessante:
LIFE IS ABOUT THE RIGTH TIMMING depois de termos deitado abaixo 64 latas de cerveja.
HANG LOOSE MAN !!!
Hoje vou jantar com Jean
Hoje vou jantar com Jean, meu primito gaulês que há muitos anos atrás era um dos meus padrinhos na noite lisbota e nas bebedeiras de Porto na aldeia da ponte. Bons tempos
A vida num aquário
Manter um weblog é qratificante e ajuda-nos a partilhar parte das nossas vivências com os outros. Mas este formato de criar e manter um diário pode-nos colocar num aquário moderno em que quem está de fora facilmente não vê a vida do peixinho tal qual ela é ou então julga que que lê é o retrato fiel de tudo o que o ‘douradinho‘ andou a aprontar. Sentir que as pessoas, amigos ou conhecidos, e até um ou outro indesejavel acredita que os postes são tudo aquilo que somos ou por que passamos acaba por ser bastante divertido. Mas não há bela sem senão: algumas pessoas pelas quais nutrimos carinho podem não perceber, assumir retratos deturpados ou acontecimentos ambiguos, trocando a nossa realidade e ficção ou simplesmente não entendendo.
Logo eu que uso um texto muito claro e lúcido…
Viajar é já uma constante
Viajar é já uma constante que se me está a entranhar no sangue. Como eu e M. brincamos, somos já dois Lellos – (para ser politicamente incorrecto). Ora quando fazia a minha pendolar das 8 às 11 de Sexta eis que em terras dos ovos moles vejo na estação um outro sósia – que vem assim juntar-se à coleção. Senti como ele atónito um tremendo arrepio na espinha…
Já na terra dos coffe shops no país das tulipas vi pedalando a minha primeira (e última espero) versão não latina. Para cúmulo esta 2@ versão made in Portugal pareceu-me uma fotocópia retocada no cabelo e barba… A da Invicta ao menos era bem mais alto…
MAS PORQUE RAIOS TENHO TANTOS SÓSIAS?!?!?!?!?
Terei sido obra de uma experiência de clonagem dos anos 70?
Sede
Sexta é um reencontro com a adrenalina que faz com que a minha sede de viver leve-me a utilizar os 130 cavalos levados até às 3500 rotações, maltratando ao chicote toda a generosa manada naquelas estradas livres. Algo louco que não é natural em mim. As 48 horas que se seguem são retalhas pelas 8 almas mais importantes para mim, que estão longe da grande cidade sempre com um esforço abnegado, com o receio das perder e ao mesmo tempo com medo de me impor e ser inoportuno com as pequenas parcelas de tempo e disposição duvidosa que lhes reservei.